Frete Aéreo vs. Frete Marítimo Frigorífico: Quando Cada Um Faz Sentido

A escolha entre frete aéreo e frete marítimo frigorífico é normalmente enquadrada como uma questão de custos. Esse é o enquadramento errado. A questão certa é: qual é a vida útil do produto após a chegada e isso justifica o modo de transporte?
Quando o Frete Marítimo Funciona
O frete marítimo é o padrão para a maioria das exportações egípcias: citrinos, batatas, cebolas, romãs, tâmaras e outros produtos com vidas úteis medidas em semanas e não em dias. Um frigorífico de 20 pés de Alexandria para Roterdão transporta aproximadamente 20 toneladas a um custo de frete que torna o preço FOB competitivo com outras origens mediterrânicas e do hemisfério sul.
Para estes produtos, o frete marítimo dá-lhe tempo. Uma laranja navel com potencial de vida útil de 10 a 12 semanas pode estar num navio durante 14 dias sem perda material de qualidade, desde que a cadeia de frio seja mantida corretamente.
Quando o Frete Aéreo é a Escolha Certa
Os feijões verdes finos são o exemplo mais óbvio. O Egito é o principal fornecedor europeu de inverno de feijões finos e extra-finos. Com 2 a 3 dias de vida útil viável após a chegada para produto pronto para retalho, o frete marítimo não é viável para programas premium. O frete aéreo do Cairo para Amesterdão ou Frankfurt demora 24 a 36 horas e entrega produto que ainda está firme e pronto para retalho à chegada.
Os morangos — a colheita do final do inverno do Egito (fevereiro a abril) — seguem a mesma lógica para programas de retalho premium. O quiabo fresco, as ervas aromáticas frescas e os legumes baby são outros exemplos onde o frete aéreo é comercialmente justificado.
O cálculo: se uma caixa de feijões finos tem um preço de retalho de 4,50 € e pesa 250 g, o frete aéreo a 4 a 6 € por quilo adiciona 1,00 a 1,50 € ao custo de custo por caixa. Se isso mantiver o produto 3 a 4 dias mais fresco do que um concorrente de frete marítimo, a maioria dos retalhistas da UE pagará o prémio.
Programas de Modo Misto
Para compradores que gerem programas grandes em produtos com vidas úteis limítrofes, alguns fornecedores dividem o volume entre modos: frete marítimo para a tonelagem principal, frete aéreo para as primeiras e últimas semanas da época, quando o timing do frete marítimo é mais apertado. Isto é comum para os programas de morango egípcio que chegam ao Reino Unido em fevereiro.
Discuta a estratégia de modo antes de a época começar, não durante. Mudar a logística a meio da época é caro e perturbador — a capacidade de frete aéreo tem de ser reservada com semanas de antecedência nos períodos de pico e os espaços em navios frigoríficos nem sempre estão disponíveis com pouca antecedência.
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